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Quinta-feira, 1 de Setembro de 2016

A lei e a religião (o caso do burkini)

A França já era conhecida pelo seu 'laicismo radical' mas esta proibição do uso do 'burkini' em várias cidades costeiras eleva ao expoente o ridículo os seus governantes. E não passa de uma esfarrapada forma de atacar o Islão.

Vamos lá pensar sobre a ideia de proibir o 'burkini' abordando alguns dos pressupostos mais utilizados.

A defesa do secularismo: a ideia de que o secularismo é conseguido com a simples proibição das religiões não é só parvo como perigoso. A sociedade laica deve ser promovida na esfera social pública, na chamada separação do Estado da Igreja. Mas não aniquilação da religião pelo Estado. Não podemos suprimir milénios de fé por decreto. E mesmo que assim fosse teríamos que proibir todas as formas de demonstração de religiosidade o que não é o caso.

A liberdade das mulheres, queremos lutar pelos direitos das mulher decretado o que podem ou não vestir. Acho que não é necessário pensar mais neste argumento.

A manutenção da paz social é outro dos argumentos mais utilizados. A ideia de que um burkini pode provocar altercações entre a comunidade social até pode ter alguma razão de ser mas neste caso estamos a punir quem é pacifico pois as altercações são cometidas por pessoas que não usam burkinis. Uma ideia melhor seria punir quem ataca as mulheres que usam burkinis.

Podemos ser contra o burkini pelas mais variadas (e válidas) razões mas a sua proibição apenas serve os que querem perpetuar o estigma contra as mulher, o aumento da segregação e da violência.

publicado por Bruno C. às 18:30
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2015

É claro temos défice

Devia ser claro que um défice por si só não é uma coisa má, nem boa já agora, tudo depende do que estamos a fazer para gerar esse défice. Se o défice for criado para investir e modernizar, se nos vai garantir mais dividendo no futuro esse défice não deve ser um problema. Mas se o défice se torna numa meta a não atingir aí começam os nossos problemas, como a doutrina da austeridade já comprovou vezes sem conta em praticamente todos os países onde foi aplicada. O défice é uma consequencia das politicas económicas e não um objetivo dessas políticas. Se for o objetivo inevitavelmente teremos que vender todo o que conseguirmos para ter dinheiro a curto prazo, hipotecando assim o futuro.

E já agora Portugal sempre teve défice e isso nunca impediu os empresários de investir cá no país!

A ideia que um Estado não pode investir, criar e desenvolver. É o mesmo que dizer que o Estado não tem futuro e não vale apostar. Não podemos continuar a tratar o nosso país como se fosse uma empresa que deu prejuízo e por isso abriu falência e está a vender todos os seus bens.

O grande problema de Portugal não tem nada relacionado com falta de dinheiro, o problema é que Portugal tem muitos chicos-esperto que estão a aproveitar a ideia da austeridade para ganhar rios de dinheiro com o exército de precários que estão a conseguir criar com o constante ataque ao trabalhador e aos seus direitos, e com a venda ao desbarato de todos os recursos lucrativos do Estado.

 

publicado por Bruno C. às 21:14
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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2015

E ainda as eleições de 2015

menos austeriade.png

 

As eleições chegaram e foram mas no entanto continuamos a debater e a ficar muito escandalizados com o que em qualquer lado podia ser descrito como "democracia". No entanto cá em Portugal e no tempo em que vivemos é "anormal" o debate política e os entendimentos pós-eleitorais.

Mas é claro que acordos pós-eleitorais eram possíveis desde que fosse o PS e acordar com a política da extrema-direita, agora o PS conseguir um acordo com a esquerda calma que isso deve ser ilegal se não mesmo pecado.

É com grande perplexidade que leio e ouço opiniões, que só posso catalogar como absurdas, sobre a falta de ética e falta de legitimidade política deste possível acordo à esquerda.

Pois, para mim, a realidade é muito simples. Nestas eleições os dois partidos da direita obtiveram 38,56% dos votos (89 deputados para o PSD e 18 para o CDS, assim separados pois no parlamento serão duas bancadas políticas e não apenas uma) o PS conseguiu 32,31% e 86 deputados.

Será então normal que o PS seja obrigado a viabilizar um governo a dois partidos que conseguiram apenas mais 6,25% dos votos? Principalmente quando o PS conseguiu um entendimento com o BE e a CDU que lhe permite assegurar uma maioria no parlamento.

Como democrata não me parece lógico que um partido seja "obrigado" em nome da "estabilidade" entregar o poder só porque é "tradição". Já que se vamos falar de tradição então Portugal devia ser um país Monárquico...

publicado por Bruno C. às 23:43
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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2015

O Bolo-Rei

CAVACO.jpg

 

publicado por Bruno C. às 22:10
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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2015

Vota Bloco de Esquerda

keep-calm-and-vote-socialist.jpg

 

publicado por Bruno C. às 21:50
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Eleições Legislativas 2015

legislativas-2015-logo_1_750_2500.jpg

Antes de irmos a votos não podia deixar de escrever um breve comentário sobre as diversas forças politicas que se apresentam a votos.

 

PàF - A social-democracia deu lugar ao neo-liberalismo conservador, sem dúvida a ideologia mais perigosa do tempo da democracia. Espero que depois de acabar com a dignidade do povo o seu tempo de governo também acabe para o bem do país.

PS -  Este partido socialista está mais social-democrata e esqueceu as suas raízes. O socialismo deu lugar ao social-económico. Para o bem de todos espero que tenha mais votos que os da direita-radical mas que não chegue à maioria.

BE - Um partido de esquerda social que realmente pode definir o futuro do nosso país. É neste momento o partido que melhor colocado está para poder ajudar a acabar com a rede de influencias e eternização no poder a que estamos habituados com os "chamados partidos do arco da governação". Pode ser a eleição decisiva para se afirmar como um partido de poder. Espero que aproveitem.

 

Livre/TA - Espero que obtenham muitos votos e que conquistem um lugar na assembleia. No futuro serão considerados para o meu voto.

 

CDU - Muito respeito pela ideologia e pelo meritório combate contra a direita radical, que continuem por muitos anos, mas a inclinação patriótica e militarista não se adequa para mim.

 

PAN - Como movimento admiro e respeito. Como partido não faz sentido.

PCTP/MRPP - A luta teve o seu tempo e passou. Infelizmente Garcia Pereira ainda não se apercebeu.

 

PTP-MAS - Dissidentes do BE que não acrescentam nada ao espectro político.

 

MPT, NÓS, PURP - Acho que não acrescentam nada de novo.

JPP - Qualquer partido que despreze a dicotomia esquerda/direita não merece qualquer atenção.

PDR - Populismo do mais básico que existe. Uma vergonha para a política.

PPM - Se for necessário explicar não vale apena explicar.

PNR - Não deveria existir se a constituição fosse aplicada.

 

Só votando podemos mudar. Não votar não muda nada!

publicado por Bruno C. às 20:52
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