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Sábado, 26 de Novembro de 2016

Fidel Castro

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publicado por Bruno C. às 16:06
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Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016

Se não estiveres a lutar estás a perder...

Que ninguém duvide que vivemos tempos conturbados e difíceis. Não estranhos porque o que se passa não é nada de novo ou pelo menos nada que já não se tivesse passado em tempos idos.

A diferença é que entramos num tempo em que temos que defender, lutar?, outra vez por coisas que já deviam estar ultrapassadas. Mas não foi de um momento para o outro, não estava tudo bem e inexplicavelmente o populismo de direita apareceu e o senhor Farage ganhou o Brexit e o senhor Trump ganhou as eleições americanas. Não, foram décadas a normalizar a descriminação, a aceitar o preconceito e a idolizar os chicos-espertos. E agora 2016 chegamos ao pináculo desta linha ideologia.

Com o fim da II Guerra Mundial tentamos construir um mundo melhor mas com a chegada ao poder de Thatcher e Reagan facilmente aceitamos que existam campos de refugiados com décadas de existência (Kakuma), que se pode bombardear um países sobre falsos pretextos (W. Bush-Iraque), que a tortura é aceitável (W. Bush-waterboarding), que crianças podem morrer nas margens do mediterrâneo (Alan Kurdi), aceitamos que os discursos de ódio passem incólumes pela nossa sociedade.

Está na altura de voltarmos a lutar contra os racistas, os totalitários, os populistas, extremistas. Estejam certo que eles não vão abrandar até perceberem que não vão ganhar.

Está na altura de lutar pelos direitos humanos, pela paz, pelo pão, a habitação, a saúde e educação.

 

Se não estiveres a lutar estás a perder...

publicado por Bruno C. às 20:45
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Quarta-feira, 23 de Novembro de 2016

Lock her up? Não obrigado.

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Donald Trump Drops Threat of New Hillary Clinton Investigation

 

Trump afinal já não acha que a Hillary deve ir para a prisão!

publicado por Bruno C. às 13:49
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Quinta-feira, 1 de Setembro de 2016

A lei e a religião (o caso do burkini)

A França já era conhecida pelo seu 'laicismo radical' mas esta proibição do uso do 'burkini' em várias cidades costeiras eleva ao expoente o ridículo os seus governantes. E não passa de uma esfarrapada forma de atacar o Islão.

Vamos lá pensar sobre a ideia de proibir o 'burkini' abordando alguns dos pressupostos mais utilizados.

A defesa do secularismo: a ideia de que o secularismo é conseguido com a simples proibição das religiões não é só parvo como perigoso. A sociedade laica deve ser promovida na esfera social pública, na chamada separação do Estado da Igreja. Mas não aniquilação da religião pelo Estado. Não podemos suprimir milénios de fé por decreto. E mesmo que assim fosse teríamos que proibir todas as formas de demonstração de religiosidade o que não é o caso.

A liberdade das mulheres, queremos lutar pelos direitos das mulher decretado o que podem ou não vestir. Acho que não é necessário pensar mais neste argumento.

A manutenção da paz social é outro dos argumentos mais utilizados. A ideia de que um burkini pode provocar altercações entre a comunidade social até pode ter alguma razão de ser mas neste caso estamos a punir quem é pacifico pois as altercações são cometidas por pessoas que não usam burkinis. Uma ideia melhor seria punir quem ataca as mulheres que usam burkinis.

Podemos ser contra o burkini pelas mais variadas (e válidas) razões mas a sua proibição apenas serve os que querem perpetuar o estigma contra as mulher, o aumento da segregação e da violência.

publicado por Bruno C. às 18:30
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2015

É claro temos défice

Devia ser claro que um défice por si só não é uma coisa má, nem boa já agora, tudo depende do que estamos a fazer para gerar esse défice. Se o défice for criado para investir e modernizar, se nos vai garantir mais dividendo no futuro esse défice não deve ser um problema. Mas se o défice se torna numa meta a não atingir aí começam os nossos problemas, como a doutrina da austeridade já comprovou vezes sem conta em praticamente todos os países onde foi aplicada. O défice é uma consequencia das politicas económicas e não um objetivo dessas políticas. Se for o objetivo inevitavelmente teremos que vender todo o que conseguirmos para ter dinheiro a curto prazo, hipotecando assim o futuro.

E já agora Portugal sempre teve défice e isso nunca impediu os empresários de investir cá no país!

A ideia que um Estado não pode investir, criar e desenvolver. É o mesmo que dizer que o Estado não tem futuro e não vale apostar. Não podemos continuar a tratar o nosso país como se fosse uma empresa que deu prejuízo e por isso abriu falência e está a vender todos os seus bens.

O grande problema de Portugal não tem nada relacionado com falta de dinheiro, o problema é que Portugal tem muitos chicos-esperto que estão a aproveitar a ideia da austeridade para ganhar rios de dinheiro com o exército de precários que estão a conseguir criar com o constante ataque ao trabalhador e aos seus direitos, e com a venda ao desbarato de todos os recursos lucrativos do Estado.

 

publicado por Bruno C. às 21:14
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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2015

E ainda as eleições de 2015

menos austeriade.png

 

As eleições chegaram e foram mas no entanto continuamos a debater e a ficar muito escandalizados com o que em qualquer lado podia ser descrito como "democracia". No entanto cá em Portugal e no tempo em que vivemos é "anormal" o debate política e os entendimentos pós-eleitorais.

Mas é claro que acordos pós-eleitorais eram possíveis desde que fosse o PS e acordar com a política da extrema-direita, agora o PS conseguir um acordo com a esquerda calma que isso deve ser ilegal se não mesmo pecado.

É com grande perplexidade que leio e ouço opiniões, que só posso catalogar como absurdas, sobre a falta de ética e falta de legitimidade política deste possível acordo à esquerda.

Pois, para mim, a realidade é muito simples. Nestas eleições os dois partidos da direita obtiveram 38,56% dos votos (89 deputados para o PSD e 18 para o CDS, assim separados pois no parlamento serão duas bancadas políticas e não apenas uma) o PS conseguiu 32,31% e 86 deputados.

Será então normal que o PS seja obrigado a viabilizar um governo a dois partidos que conseguiram apenas mais 6,25% dos votos? Principalmente quando o PS conseguiu um entendimento com o BE e a CDU que lhe permite assegurar uma maioria no parlamento.

Como democrata não me parece lógico que um partido seja "obrigado" em nome da "estabilidade" entregar o poder só porque é "tradição". Já que se vamos falar de tradição então Portugal devia ser um país Monárquico...

publicado por Bruno C. às 23:43
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