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Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010

Combater a pobreza

As crescentes taxas de desemprego com que nos deparamos nos dias de hoje não deixam de me fazer questionar como prevenimos a pobreza numa sociedade que vive o pós-pleno emprego e onde o trabalho ainda é um factor central, mas ao mesmo tempo sofre um período de pós-industrialização no qual não consegue criar emprego para todos? Como é que uma sociedade, assente no valor do trabalho, vai viver (sociedade como organismo vivo) sem o seu alimento? Podemos evocar as teorias do ócio e dizer que caminhamos para uma sociedade que se revê mais noutros valores que não o trabalho, mas o certo é que esse futuro está ainda longe. Os valores prevalecentes da sociedade de hoje são o trabalho, o consumo e o hedonismo. Os dois últimos valores referidos dificilmente se concretizam sem o produto do primeiro, isto é o dinheiro. Mesmo ao caminharmos para uma sociedade do ócio, este não se concretiza sem recursos financeiros.

Hoje, não só o trabalho já não é um bem abundante como esse não previne a pobreza. Assistimos a um escalar do número e da forma dos fenómenos de pobreza numa sociedade em que o trabalho ainda é um factor central nas mentalidades humanas. Como evitar a pobreza se não só não há trabalho como há quem queira acabar com o Estado de Previdência? Se não temos trabalho nem ajuda de “Mão Maior” o que vamos comer? Sei que a resposta imediata à pergunta “Como se previne a pobreza?” é “não se previne”, mas como socióloga optimista e acima de tudo como ser humano não resignado e não crente em fatalismos, acredito que a humanidade se unirá e encontrará uma forma de resolver este fenómeno tão complexo e mutável como a pobreza. A pobreza é como um vírus que mutou e que afecta cada vez mais pessoas, mas no entanto continua a ser tratada com os mesmos medicamento de outrora. Há que tomar uma atitude drástica, aplicar um tratamento de choque. Não podemos ignorar este doloroso fenómeno.

Será que numa sociedade de empregos escassos, uma pessoa que acumule uma série de handicaps e que por isso parta a trás da linha de partida não é esperável que corte a meta em último. Existem pessoas que apesar de uma serie de âncoras conseguem triunfar na vida e por tal devemos aplaudi-las, o que digo é que não devemos ostracizar quem não o consegue. Não acredito em determinismos, mas que os há, há.

 

artigo de cld

publicado por Bruno C. às 18:39
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