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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

A Desumanidade da Sociedade

No seguimento das notícias dos idosos encontrados em casa mortos há vários dias (e anos), a Igreja Católica veio-se pronunciar acerca do estado de desumanização da sociedade. Para esta instituição estes acontecimentos são "prova acabada de uma desumanidade da sociedade" e que os responsáveis devem ser chamados à responsabilidade.

Ora a Igreja Católica é (a seguir ao Estado) a instituições mais importante e com mais responsabilidades no que toca à assistência social no geral e dos idosos em particular. Aliás, estas são as únicas entidades responsáveis. Podemos chamar à conversa a família, mas a responsabilidade desta vai até onde a responsabilidade dos afectos tem obrigação de ir. Os laços de sangue em poucas circunstâncias criam obrigatoriedades. Um filho só se vai preocupar com o pai se entre estes houver um laço afectivo. Não há (e se há não devia haver) nada que obrigue uma pessoa a tomar conta de um familiar mais velho. Isto deve ser feito por amor, carinho, afecto e não por obrigação, pois só assim esta assistência será uma assistência digna. A única coisa de bom que estes acontecimentos trouxeram foi uma sensibilização das pessoas para como próximo, familiar, vizinho ou amigo. A humanidade não está desumanizada, está só esquecida. Nunca se assistiu a tantas ofertas de voluntariado, a tantas dádivas de alimentos nos peditórios, a tantos donativos para diversas causas. O ritmo de vida das pessoas adormece-as para os afectos. É preciso um abanão, é preciso lembra-las que a vida não é só consumo, é o amor, o carinho, a amizade, o respeito, a dignidade.

Quando este tipo de assistência facultativa não existe entram as instituições que têm a obrigação, sim a obrigação (umas mais do que outras) de dar apoio aos que precisam. Entre estas instituições está a Igreja que tanto critica algo que ela própria deixou acontecer. Nem vamos falar do facto da Igreja ser uma instituição que vive da caridade que faz caridade. Todos os serviços que a Igreja disponibiliza, fá-lo sob o manto da caridade. Apesar dos vários donativos (muitos avultados) e dos financiamentos do Estado, a igreja tem sempre uma postura caritativa quando na verdade esse é o seu trabalho. Ela é paga para ajudar. E sendo os idosos grande parte da sua “massa associativa” faz dela uma das responsáveis pelos incidentes. Não é por apontar o dedo e reclamar uma moral superior que ela se vai descartar das suas responsabilidades.

Outro grande responsável é o Estado, que por ser pobre e lento comete muitos erros. Têm que ser tomadas mais medidas, mais céleres e mais eficazes. As redes de apoio têm que se adaptar às necessidades e vontades dos mais carenciados. Não vamos institucionalizar toda a gente, não precisamos nem queremos. As pessoas gostam de estar na sua casa. Uma das grandes medidas é o acompanhamento de proximidade aos idosos isolados e a promoção de redes de apoio de vizinhança. Estão no caminho certo, mas estão muito lentos.

É necessário cobrar medidas de todos os responsáveis e todos temos maior ou menor responsabilidade: instituições, Estado, sociedade civil.

publicado por Cldsunshine às 09:01
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