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Segunda-feira, 16 de Setembro de 2013

O contributo do Contrato Social no drama do Lehman Brothers

Apesar de parecer uma verdade óbvia, não é consensual que os Homem se tenham unido em sociedade, porque simplesmente descobriram que dessa forma vivem melhor. Uma das principais questões que se põem desde o tempo de Platão e Aristóteles passando por Adam Smith e Marx até aos dias de hoje é: como preservar a liberdade natural do Homem e ao mesmo tempo garantir a segurança e o bem-estar da sociedade? Rousseau propõe a noção de contrato social que vai inspirar toda a construção societal até aos nossos dias.

Na noção de contrato social cada sujeito põe em comum a sua pessoas, os seus direitos, o seu poder sob a suprema vontade geral e recebe enquanto corpo, enquanto parte indivisível do todo. A vontade geral não é o somatório das vontades individuais, é sim o sujeito pensar no interesse coletivo sem este colidir com o seu próprio interesse. No lugar de cada individuo contraente ergue-se um corpo moral coletivo, um soberano. Esta é a vontade geral. A base do estado civil é a vontade geral do povo que se sobrepõe às vontades particulares e egoístas que motivam a corrupção, a ganância e a vontade de ascender às custas de outros. Não se trata de um pacto de submissão, de uma forma comunista distorcida de abafar ou aniquilar a vontade própria em detrimento do que a maioria deseja. Trata-se de eu querer algo porque sei que esse bem ao estar disponível aos outros, também está disponível para mim. Para Rousseau, os Homens criaram o Estado para saírem da miséria criada pela sobreposição da vontade própria à vida e para se elevarem como uma condição moral superior.

Desta forma o Estado é o instrumento de governação da vontade geral. Daqui se chega à ideia de soberania popular. O soberano é o povo. O governo é quem governa. O soberano é simultaneamente súbdito e soberano. Claro que este contrato social é unânime e consensual e na minha opinião quem acha que deve sobrepor a sua vontade individual à sociedade, que se demita então de cidadão e que vá viver sozinho.

publicado por reflexoes às 17:23
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