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Segunda-feira, 1 de Maio de 2017

Individualismo-social

As eleições franceses colocaram a nu uma visão do mundo ocidental que já se andávamos a construir vai para alguns anos mas que não queríamos ver. A crise do extremismo islâmico, os refugiados, Trump, Brexit e agora a dicotomia neoliberais vs extrema-direita em França têm em raiz comum.

Está a ser preciso um quase colapso mundial para nos começarmos a ver que o individualismo-social não funciona. A sociedade já não se preocupa em formar boas pessoas, bons cidadãos, só queremos bons colaboradores, bons empreendedores, bons trabalhadores, bons empregos, bons salários, muitos bens materiais e só pensamos em como podemos ter mais e mais. Como podemos preparar os nosso filhos para serem uns energúmenos com sucesso. Como podemos ajuda-los a serem melhores que os outros é só isso em que esta sociedade se questiona.

Eu quero que os meus filhos sejam antes de tudo amigos dos seus amigos e boas pessoas esta devia ser a principal preocupação de todos.

Com boas pessoas tudo o resto se resolve.

publicado por Bruno C. às 20:56
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Segunda-feira, 31 de Março de 2014

#‎EuNaoMerecoSerEstuprada‬



Um aviso sério de como pensam as pessoas nos nosso planeta. A anormalidade parece não ter limites.
publicado por Bruno C. às 18:09
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Quarta-feira, 11 de Setembro de 2013

Por que sou socialista?

Para Platão a Pólis, ou a sociedade era uma forma de organização que os Homens inventaram para viverem melhor. Para ele a colaboração das pessoas e a divisão social do trabalho permite-lhes viverem melhor. Aristóteles chega a dizer que o homem é um animal político (nada tem a ver com política), isto é, o homem é um ser que só consegue viver em sociedade. A sua primeira sociedade é a família e a segunda a Pólis.

Podemos dizer que há profissões mais importantes que outras, não tanto pela quantidade de pessoas a estarem disponíveis a leva-las a cabo, mas mais pela dificuldade que elas apresentam. Assim um médico é mais importante que uma empregada de limpeza, porque nós próprios somos capazes de limpar (melhor ou pior), mas muito dificilmente podemos diagnosticar e tratar doenças. Podemos assim (grosso modo e algo subjetivamente) hierarquizar as pessoas segundo a sua profissão e dizer quem é mais ou menos importante, segundo o que nós conseguiríamos ou não fazer. No entanto, embora possamos ser capazes de fazer muitas coisas como cultivar comida (mais ou menos intuitivamente), limpar, cortar o cabelo, fazer uma mesa uma cadeira ou até uma casa (entre outras coisas), o certo é que não podemos fazer tudo porque simplesmente não existem horas suficientes no dia para fazermos todas as coisas de que precisamos para viver, especialmente nos dias de hoje em que as nossas necessidades são muito maiores. Não há pessoas/profissões melhores que outras, porque em última instância precisamos todos uns dos outros. Assim, o Homem escolhe viver em sociedade para poder viver melhor.

No socialismo o bem-estar da sociedade é superior ao bem-estar do individuo, sem com isso querer dizer necessariamente que a sociedade se tem de sobrepor ao individuo como o previsto em alguns regimes de inspiração socialista. O socialismo visa criar uma sociedade justa (diferente de sociedade igualitária). Podemos distinguir várias formas de socialismo. O termo pode ser inclusive ser confundido com comunismo (uma forma de socialismo) especialmente nos EUA, no entanto socialismo é apenas reconhecer que somos mais e melhores quando vivemos em sociedade e que o bem-estar do próximo, da sociedade, se vai refletir no meu bem-estar. E porque acredito nesta premissa, sou socialista.  Agora podemos acreditar no bem individual através do bem comum ou acreditar no bem individual apenas por vias egoístas, mas isso são crenças e opções individuais. Ou se acredita ou não se acredita.

publicado por reflexoes às 10:17
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Sábado, 12 de Janeiro de 2013

Matar o cão?

Pelos vistos mais de 30.000 pessoas assinaram uma petição para evitar que o cão que matou uma criança de 18 meses fosse abatido. Primeiro quero dizer que por principio sou contra o abate de animais que atacam pessoas mas a verdade é que, neste momento, não existe outra solução para o problema.

 

Como diz a petição, "Um cão que nunca fez mal durante 8 anos e atacou é porque teve algum motivo." mas á verdade é que o motivo do cão é irrelevante para a situação, não podemos correr o risco de este animal vir a atacar outra vez. Imaginem que não abatemos o cão, o que lhe acontece? Volta para a família? Será que a família o quer de volta e se ele voltar a atacar e matar outra pessoa? Será que como sociedade podemos arriscar? Não podemos.

É claro que a melhor solução seria o cão não ser abatido e ser "institucionalizado", mas será isso comportável? Quem asseguraria os custos de ter um animal separado da sociedade até morrer de causas naturais?

Os animais devem ser respeitados mas não são mais importantes que os direitos Humanos, isso não são.

publicado por Bruno C. às 15:45
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2011

Voto em branco

No outro dia, estava eu a navegar pela minha rede social preferida quando me deparo com um grupo chamado qualquer coisa como: “Não à abstenção e ao voto branco”. Este grupo à semelhança de muitos outros pretende mobilizar os utilizadores desta rede social não só para a votação, mas para a votação em alguém. Não falava em voto útil nem em nenhum partido específico, mas num voto em alguém.

Logo surgiram aproveitamentos políticos. Feliz ou infelizmente o acesso a estes grupos é livre e como tal surgiu um chorrilho de partidos políticos a fazerem propaganda política. No meio da propaganda estavam comentários de pessoas fora das esferas partidárias. Um desses utilizadores apelava ao voto em branco pois para além de não se identificar com nenhum candidato, este é uma poderosa forma de protesto.

E é verdade. No entanto também é verdade que o voto é banco é uma forma de nos mostrarmos participativos na sociedade, sem na verdade o sermos. Independentemente do partido que estiver no governo, passado o período de graças, ele vai fazer asneiras e é muito fácil dizer-se que não se votou naquele partido para fazer parte do governo quando não se votou em nenhum partido. O voto em branco é uma forma de nos des-responsabilizarmos.

Está na hora de fazermos uma escolha e de a assumirmos mesmo quando a coisa corre mal. E não podemos esperar concordarmos com tudo o que um candidato diz, pois assim teríamos 10 milhões de candidatos que seriamos cada um de nós, já que ninguém pensa exactamente o mesmo em todos os aspectos. Também não vamos cair no erro de votarmos em alguém só porque concordamos com um ponto do que ele diz, porque assim poderíamos votar em qualquer um dos candidatos pois todos têm pelo menos um aspecto consensual. A minha sugestão é: façam um desses testes políticos que andam na net que medem a nossa orientação política. Podem não votar no partido que vos aparecer como sendo ideologicamente mais próximo, mas pelo menos, para aqueles com dúvidas, ficam a saber onde se situam ideologicamente. Este tipo de teste ajuda-nos a questionar os discursos populistas que proliferam nestas alturas só para captarem os votos. Não precisam de concordar com tudo o que um partido diz, mas convêm concordar com a maioria das suas propostas e visões da sociedade.

 

post de cldsunshine

publicado por Bruno C. às 15:29
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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

A Desumanidade da Sociedade

No seguimento das notícias dos idosos encontrados em casa mortos há vários dias (e anos), a Igreja Católica veio-se pronunciar acerca do estado de desumanização da sociedade. Para esta instituição estes acontecimentos são "prova acabada de uma desumanidade da sociedade" e que os responsáveis devem ser chamados à responsabilidade.

Ora a Igreja Católica é (a seguir ao Estado) a instituições mais importante e com mais responsabilidades no que toca à assistência social no geral e dos idosos em particular. Aliás, estas são as únicas entidades responsáveis. Podemos chamar à conversa a família, mas a responsabilidade desta vai até onde a responsabilidade dos afectos tem obrigação de ir. Os laços de sangue em poucas circunstâncias criam obrigatoriedades. Um filho só se vai preocupar com o pai se entre estes houver um laço afectivo. Não há (e se há não devia haver) nada que obrigue uma pessoa a tomar conta de um familiar mais velho. Isto deve ser feito por amor, carinho, afecto e não por obrigação, pois só assim esta assistência será uma assistência digna. A única coisa de bom que estes acontecimentos trouxeram foi uma sensibilização das pessoas para como próximo, familiar, vizinho ou amigo. A humanidade não está desumanizada, está só esquecida. Nunca se assistiu a tantas ofertas de voluntariado, a tantas dádivas de alimentos nos peditórios, a tantos donativos para diversas causas. O ritmo de vida das pessoas adormece-as para os afectos. É preciso um abanão, é preciso lembra-las que a vida não é só consumo, é o amor, o carinho, a amizade, o respeito, a dignidade.

Quando este tipo de assistência facultativa não existe entram as instituições que têm a obrigação, sim a obrigação (umas mais do que outras) de dar apoio aos que precisam. Entre estas instituições está a Igreja que tanto critica algo que ela própria deixou acontecer. Nem vamos falar do facto da Igreja ser uma instituição que vive da caridade que faz caridade. Todos os serviços que a Igreja disponibiliza, fá-lo sob o manto da caridade. Apesar dos vários donativos (muitos avultados) e dos financiamentos do Estado, a igreja tem sempre uma postura caritativa quando na verdade esse é o seu trabalho. Ela é paga para ajudar. E sendo os idosos grande parte da sua “massa associativa” faz dela uma das responsáveis pelos incidentes. Não é por apontar o dedo e reclamar uma moral superior que ela se vai descartar das suas responsabilidades.

Outro grande responsável é o Estado, que por ser pobre e lento comete muitos erros. Têm que ser tomadas mais medidas, mais céleres e mais eficazes. As redes de apoio têm que se adaptar às necessidades e vontades dos mais carenciados. Não vamos institucionalizar toda a gente, não precisamos nem queremos. As pessoas gostam de estar na sua casa. Uma das grandes medidas é o acompanhamento de proximidade aos idosos isolados e a promoção de redes de apoio de vizinhança. Estão no caminho certo, mas estão muito lentos.

É necessário cobrar medidas de todos os responsáveis e todos temos maior ou menor responsabilidade: instituições, Estado, sociedade civil.

publicado por Cldsunshine às 09:01
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