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Reactor 4

esquerda snowflake, lobo marxista easylado@sapo.pt

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Em resposta a Rui Moreira sobre a forma com o FCP é gerido

21.01.08 | Bruno C.

Não consigo ver na gestão de PC uma representação do Peronismo moderno, aliado aos valores de esquerda, o que vejo é um Peronismo tradicional que é fundamentalmente anti-instituições (sejam os clubes de Lisboa numa primeira fase, seja contra a federação ou contra a liga, no caso de Pinto da Costa). Fortemente assente no populismo que esta politica de confronto sempre gera. O populismo é sempre uma forma pouco democrática de exercer o poder, pois prescinde das organizações e mediações das instituições para assentar na ligação directa com os sócios que reagem sempre mais emotivamente que racionalmente (aplica-se perfeitamente ao FCP ). Permitindo que Pinto da Costa e os seu lacaios possam por e dispor da instituição FCP como bem entendem e que continuamente e deliberadamente impedem que o FCP se torne num clube de dimensão mundial. O que a direcção de Pinto da Costa fez quando assumiu o poder tinha razão de ser, o combate aos clubes lisboetas e a tentativa de conferir o FCP um maior protagonismo, mas agora já não faz qualquer sentido este sentimento de provincianismo que a direcção insiste em enterrar a instituição FCP .

Até o Peronismo foi vítima de variadíssimos de golpes de estado, algo que nunca vi ser tentado perante Pinto da Costa, que encarna perfeitamente a ideia de um Caudilho. Esta política de PC fez com que a massa crítica e de oposição ao seu modelo de gestão tenha sido praticamente inexistente. O FCP não pode e não deve ser unânime, a oposição é benéfico e o pluralismo de forças e opiniões é fundamental para o desenvolvimento do clube. O que temo é que o que se passou na Argentina em que todos os presidentes são peronistas se estenda ao FCP e o sucessor de PC enverede pelo mesmo caminho...

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