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Reactor 4

esquerda snowflake, lobo marxista easylado@sapo.pt

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Um ano da Lei da IVG

15.02.08 | Bruno C.

Pedro Mota Soares (deputado do CDS-PP) escreveu hoje no jornal “Meia Hora” um balanço sobre a Lei da Interrupção Voluntária da Gravidez que faz um ano que entrou em vigor.

Eu confesso que não sabia que já tinha passado um ano, mas também não fui eu que fiquei com azia (votei no Sim) como muitos militantes fundamentalistas que votaram Não! Mas pensando bem até foi uma data histórica, foi um dia em que finalmente, Portugal deu um passo para se tornar um país moderno, longe do obscurantismo que vive, em muitas áreas, ainda mergulhado. Com a aplicação da lei julgava que estava feito mas ultimamente tenho ouvido na TV e lido em jornais muitas pessoas com azia que fazem de tudo para minar esta lei e devolver Portugal para o “lamaçal” moralista e religioso que teima em não acabar.

Mas voltando à escrita de Pedro Mota Soares, ela é um caso paradigmático da demagogia dos defensores do Não. Primeiro diz que os defensores do Sim diziam que todos os anos 20 a 40 mil mulheres sofriam o drama do aborto clandestino. Mas até agora só foram feitos 6099 intervenções. Pelos vistos o que ele quer insinuar é que a lei não era necessária dado o pequeno número de procedimentos. E é claro que não tem respeito nenhum pelas 6099 mulheres que escolheram não levar até ao fim a sua gravidez.

Mas mais ainda, o que este senhor se esquece de dizer são as condições nos hospitais portugueses onde ainda reina a culpabilização das mulheres por parte dos médicos que fazem de tudo para evitarem que as mulheres façam os abortos. E mas ainda lá pela lei entrar em vigor não quer dizer que os abortos clandestinos acabem, as mentalidades não se mudam com a lei. Muita piada tem o argumento de que não existe o apoio de assistência social previsto na lei nos hospitais. Mas como podia se os defensores do Não (muitos deles médicos que se acham directos procuradores de Deus) têm feito tudo para evitar qualquer apoio às mulheres?

O que este senhor e todos os outros “defensores da moral” têm que compreender é que a lei está cá e é para ficar apesar de todo o boicote que tem sido alvo.

Vivam a vossa vida e deixem os outro em paz.

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