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Reactor 4

esquerda snowflake, lobo marxista easylado@sapo.pt

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PS Contra a Igreja

31.03.08 | Bruno C.

"O projecto do PS de fazer desaparecer o divórcio litigioso da lei portuguesa “é um grande erro que o país vai pagar caro no futuro”, criticou o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Carlos Azevedo, para quem este projecto - que será debatido no plenário a 16 de Abril - é mais um sinal claro da postura de afrontamento que o actual Governo assumiu relativamente à Igreja Católica."

"Os padres já passaram a pagar impostos, a Igreja, nas suas actividades económicas também deixou de ter isenção fiscal, tudo isso já mudou. A Igreja Católica não quer ser privilegiada, mas também não admite ser prejudicada".

Já lá vai algum tempo desde que ataquei pela última vez a Igreja Católica, mas depois de ter lido estas belas afirmações no Arrastão do D. Carlos Azevedo e no Renas e Veados em mim surgiu uma necessidade quase fisiológica de escrever um comentário a mais uma clara ingerência da ICAR no estado português.

Pois é parece que este estado português não para de atacar a ICAR. Agora até têm que pagar impostos. Coitadinhos. Sim pois como pode um mero estado mortal impor impostos e deduções sobre uma actividade divina? Sim, que afronta!

E depois de terem perdido na questão da interrupção voluntária da gravidez não deixa de ser curioso que o desaparecimento do divórcio litigioso é um grande erro para o país e um afrontamento para a ICAR. Eu julgava que qualquer tipo de divórcio era uma afronta à ICAR, mais, qualquer casamento civil já por si é uma afronta à ICAR, mas pelos vistos é mesmo o divórcio litigioso que se torna o último baluarte da decência em Portugal.

Como já ouvir uma senhora no metro, em Portugal desde que o divórcio foi possível virou tudo uma bandalheira...o casamento deve ser para sempre.

Pelos vistos o problema não é haver a possibilidade de divórcios, o problema é mesmo quando eles acontecem! E aí alto lá. É preciso dificultar ao máximo para que por obra e graça do espírito santo as pessoas desistam e continuem casadas. Mas se pensarmos bem mesmo que apenas um do casal queria permanecer casado, a família resiste e sempre existem sempre 50% de pessoas felizes... e isso é melhor que nada para a ICAR.