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Reactor 4

esquerda snowflake, lobo marxista easylado@sapo.pt

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Cavaco e a IVG

16.02.07 | Bruno C.
Cavaco Silva, falou sobre a nova lei, ou melhor sobre a proposta de lei, da IVG. Mas em má hora o veio fazer. Veio pedir que ela seja moderada, mas o que quer dizer moderada?
Que eu me lembre no dia 11 de Fevereiro votei numa pergunta, e quero que a pergunta seja passada a lei, foi para isso que votei. Não quero interpretações mais “moderadas” da pergunta. Com o apoio da maioria do PS, a CDU e o BE temos um claro consenso na assembleia e não faz sentido que a pequena parte composta por PSD e CDS influência a lei no sentido oposto da referendada.
Cavaco quer “unir os portugueses” e a não criar mais cisões, que ele antecipa que uma lei mais dura crie. A mim o senhor presidente já desuniu, não que eu fosse pelo presidente mas deu-me mais uma razão para não gostar de si. Vir agora com esta conversa não me cheira nada bem. Se não existissem diferenças não se tinha feito um referendo.
As pessoas foram chamadas e apenas 1.539.566 é que votaram NÃO, os outros 7.000.000 de pessoas ou votaram SIM e querem a alteração da lei ou não votaram pois isso tanto lhes dá como se lhes deu. Não admito que por um milhão e meios de fanáti-cos não se aprove uma lei que influência toda a população.
Saber respeitar o voto popular, é que o se exige a Cavaco, mais nada (será que vai mesmo ser o presidente de todos os portugueses?). Sobre o aconselhamento obrigatório sou contra, temos que ver se vamos comunicar à mulher as informações e as alternativas a que ela tem direito. Ou vamos transformar os médicos em novos polícias ou juizes movidos por interesses privados. Na pergunta não falava nada disso, logo não vamos inventar coisas novas como os da Não querem fazer passar.
Eu sei que “duas pessoas sérias com a mesma informação chegam necessariamente à mesma conclusão”.
Mas claramente alguém não está a ser sério nesta história.

Uma nota sobre a IVG

16.02.07 | Bruno C.
No mundo, mas mais concretamente em Portugal, existem muitas pessoas que são de um modo peculiar, uns cómicos, mas sem o saberem, ou será que sabem?
Ora no EXPRESSO, João Pereira Coutinho, que eu digo já não sei quem seja, escreveu um artigo em que se entrevista a si próprio!, fiquei pasmado com tal desiderato, sim porque isto de se entrevistar não é para todos! A entrevista é sobre os resultados do aborto, até aí nada de especial, mas o mais caricato é que ele nem foi votar! Façam o favor de se pasmarem, outra vez!
Um tipo faz uma entrevista a si próprio sobre um tema em que preferiu não ter opinião quando foi chamado pela sociedade a dá-la!
Só a mim é que ninguém paga para escrever...

OPA PT

16.02.07 | Bruno C.
Não haja dúvida que quem quer muito consegue! Belmiro queria muito aumentar a oferta mas não tinha dinheiro para o fazer! A marca dos €9,50 era tudo o que podia dar. Mas no seu intimo Belmiro queria aumentar um pouco mais a oferta por isso rezou, rezou para que, como disse à Judite de Sousa, se encontrasse petróleo ou diamantes num dos seus edifícios! E não é que passados uns dias a oferta aumenta para €10,50! Mais €1 inteiro!!! Onde encontrou o “ouro negro” não sei mas parece que também não foi muito!

Fernando Santos

15.02.07 | Bruno C.
F. C. Porto, em casa, para a Taça de Portugal, na época 1998/99, foi eliminado, pelo Torreense (0-1);
Sporting C.P., em casa, para a Taça de Portugal, na época 2003/04, foi eliminado, pelo V. Setubal (0-1);
S.L. Benfica, na Póvoa de Varzim, para a Taça de Portugal, na época 2006/07, foi eliminado pelo Varzim (2-1).

Qual foi o elo comum a estes três jogos, em que um grande de Portugal foi eliminado por uma equipa de um escalão inferior?

FERNANDO SANTOS!

Direito a Escolher - O Direito Sobre a Minha Morte

14.02.07 | Bruno C.
Além do direito ao nascimento digno, o direito a uma morte digna. Depois de tanto sururu! com o referendo e com a, grande digo eu, alteração de mentalidades porque não falar de outro problema da sociedade – o direito a morrer dignamente.
Todos nós, pelo menos os mais pensantes, temos a ideia que existe um momento em que devemos parar de tentar salvar um doente. Poucos serão da opinião que prolongar a vida de um paciente ter-minal que esteja a sofrer com dores seja um real acto de caridade. Mesmo o Vaticano, sempre tão ortodoxo defensor de tudo o que lhe lembre vida (continuo sem compreender a contradição da vida a todo custo e a morte de Cristo), é favorável à ortotanásia (recusa de ajuda). O próprio papa João Paulo II recusou tratamentos (será que recusou mesmo?), morrendo com dignidade.
Tal como no IVG existe um medo de tudo o que remotamente lembre a morte. Na assembleia o deputado que se lembrasse de propor uma lei de eutanásia seria logo visto com o “Deputado da Gadanha”. Depois dos assassinos de bebés teríamos os assassinos de velhinhos e enfermos! Mas as será que as noção de ortotanásia é assim tão diferente da eutanásia (que supõe uma acção do médico para provocar a morte).
No papel, existem diferenças entre descontinuação de tratamento, não-ressuscitação, suicídio assistido e eutanásia. Mas e na prática? No momento da morte inevitável muitas vezes não são os médi-cos obrigados a recorrer à utilização de drogas para evitar o sofrimento desnecessário do paciente. Mas estamos à espera de quê? Que o paciente fique no limiar da dor, mas que ainda possa perceber que vai morre? Para quê?
Na Europa, pelo menos três países têm legislação que regulamenta esta prática e não é por isso que se tornaram “bastiões da morte no mundo”. Na Holanda, talvez o caso mais paradigmático, a eutanásia é tolerada desde há cerca de cinquenta anos, mas só em Novembro de 2000 o parlamento aprovou legislação que a legaliza, tendo-se tornado o primeiro país do mundo a fazê-lo.
Em Portugal a lei não prevê nenhuma das formas de eutanásia e o código penal considera a morte induzida ou o suicídio assistido como homicídio qualificado, não havendo qualquer caso de jurisprudência nesta matéria.
Uma coisa é certa, legal ou ilegalmente as eutanásias ocorrem pelo mundo fora, deixar de abordar a questão apenas vai continuar a permitir que decisões vitais continuem a ser tomadas no submundo, muitas vezes à revelia da vontade de pacientes e familiares. Faria muito mais sentido criar rotinas e protocolos que confiram transparência para a prática.
É necessário reconhecer que a ciência médica é limitada, não podemos ficar eternamente à espera de uma cura que pode não aparecer nos próximos anos. Se a pessoa desejar deverá ter o direito a por termo à sua vida. Os avanços científicos não são assim tão rápidos que permitam desenvolver curas, que ainda não existem, para pacientes em fase terminal.
Nunca nos podemos esquecer que para nós vamos inevitavelmente morrer, isso é garantido.
No final lá estará o senhor do capuz e da gadanha e ele nunca tira férias.
Mais cedo ou mais tarde vai ser necessário discutir seriamente e sem hipocrisia a eutanásia.

Mulher é máquina de produzir bebés

13.02.07 | Bruno C.
Frases infelizes todos dizemos, mas não o devemos fazer quando estamos a ler um discurso perante a comunicação social!
Num momento claro de irracionalidade momentânea o ministro da Saúde, Trabalho e bem-estar Social do Japão, Hakuo Yanagisawa, disse que as mulheres são "máquinas de produzir bebés" durante um discurso sobre a baixa taxa de natalidade no país. (acho que também ouvi esta ideia durante o debate da IVG mas não tão claramente, mas isso já lá vai)

"O número de mulheres entre 15 e 50 anos é fixo. O número de máquinas de produzir bebés é fixo, então, tudo o que podemos pedir é que elas façam o melhor por cabeça".

Onde o homem foi buscar tamanha insensibilidade, desconheço! Mas se ele quer melhorar a natalidade, que no Japão é de 1.26, é melhor arranjar outra via de discurso!
Não me parece que comparar as mulheres a vacas parideiras lhe dê muita popularidade...

Previsões 2007 por Mestre Alves

13.02.07 | Bruno C.
Gutter sempre atento não deixou passar estas grandes previsões para o ano de 2007. Mestre Alves diz:

1) Mourinho está a deixar fugir as capacidades. Alguém está a fazer magia negra contra ele;
2) Em Inglaterra o Manchester vai ser campeão;
3) O Benfica na UEFA vai aos oitavos, meias, quartos, oitavos de final;
4) Luís Filipe Vieira saí do Benfica sem ganhar nada em 2007;
5) O Campeão da Liga dos Campeões vai ser o Barcelona;
6) O FC Porto chega ás meias-finais;
7) O FC Porto vai ser campeão nacional.

IVG o rescaldo

12.02.07 | Bruno C.
Continuo sem compreender como é que um código deontológico de uma ordem se pode sobrepor ás leis do estado, mas isso são outras histórias. José Sócrates deu sinais positivos para a formação da lei, vai inspirar-se e adoptar as boas práticas seguidas pela maioria dos países europeus. Vamos ver como se sai. Ribeiro e Castro não percebeu que perdeu. E já disse que vai votar não, seja qual for a proposta de lei, muito democrático da parte de um partido quase sem representação popular. Outro que ainda não compreendeu que perdeu foi João Paulo Malta que continua na sua cruzada pela “vida” e mesmo em noite de resultados continua a “metralhar” propostas como se ainda fossemos a votos e dependesse dele a legislação. De resto, só pode ser para rir ouvir os defensores do Não a dizer que representam uma grande massa de portugueses espalhados por todos os quadrantes, quando apenas um milhões e meio de pessoas votaram neles, isso são 17% da população. Tenham juízo.
Ontem, finalmente, vi uma alteração realmente importante em Portugal, um avanço civilizacional que não esperava ser possível, ainda existe esperança para esta país!

Bem-vindos ao Séc. XXI

Abstenção e o Referendo

11.02.07 | Bruno C.
Mais uma vez o povo português disse que isso de governar é para os políticos e não quis saber desta temática, como dizem muitos, fracturante da sociedade civil. Pelos visto não é assim tão importante, não aceito argumentos de que o tempo estava mau, isso é desculpa esfarrapada, são 30 minutos para votar, não têm 30 minutos num Domingo para ir votar? As pessoas não querem é saber e como tal deve ser o governo eleito a decidir, é para isso que existe, para o bem ou para o mal.
Matem o referendo até que a escolaridade, a educação e a consciência civil cresçam em Portugal.