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Reactor 4

esquerda snowflake, lobo marxista easylado@sapo.pt

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A imigração e o desemprego

10.03.09 | Bruno C.

A imigração é sempre um assunto muito sensível e a segurança nacional é uma grande questão muito na moda. O debate continua sempre na velha pergunta: será que os imigrantes roubam os nossos postos de trabalho?

Eu respondo da seguinte forma: o meu de certo que não, mas o seu talvez.

Os trabalhadores que possuem um nível elevado de educação e empregos que exijam qualificações e formação tendem em aceitar bem a imigração como um processo que enriquece o país a nível económico e cultural. Os trabalhadores menos qualificados certamente não partilham desta opinião. É um claro caso de cada um cuida dos seus interesses.

É claro que muitos imigrantes qualificados fariam baixar os salários dos nacionais qualificados baixando a diferença entre os cidadãos, por outro lado a entrada de imigrantes não-qualificados (o que acontece em Portugal) faz baixar o valor dos salários mais baixos aumentando as diferenças, mas claramente os mais afectados com a entrada de imigrantes não-qualificados são os imigrantes que já cá estavam que vêem os seus salários baixos descer ainda mais.

O que ninguém parece compreender, ou pelo menos conseguir ter tempo de antena é que numa economia baseada no conhecimento intensivo como aquela em que vivemos, já não basta criar empregos para solucionar o problema dos desempregados. O problema é que os partidos políticos ainda vivem no tempo em que para resolver o problema de 150 mil de desempregados bastava criar 150 mil postos de trabalho. No tempo em que vivemos isso já não é assim. Primeiro porque já não sabemos bem quantos desempregados existem, e mesmo que fossem criados 500 mil empregos isso não iria ajudar os 150 mil que não têm conhecimentos ou qualificações para esses empregos.

O problema do desemprego hoje em dia é qualitativo e não quantitativo. O desemprego no novo mundo é estrutural. Em Portugal isso é particularmente problemático devido às baixas qualificações da população em geral (a mais baixa da UE).

Só com programas de fomento da escolaridade e da formação é que podemos superar a crise.

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