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Reactor 4

esquerda snowflake, lobo marxista easylado@sapo.pt

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ABORTO

25.10.06 | Bruno C.
Já ando farto de ouvir falar na TV e noutro órgãos de comunicação social energúmenos, idiotas e bestas que imitem diarreias intelectuais sobre o referendo do aborto. Aquilo que vamos votar no próximo ano é apenas se acha que uma mulher deve ser presa se levar a cabo um aborto até às 10 semanas. Não é mais nada. Já estou cheio que pessoas torvem este assunto com estes argumentos:

Eu sou contra o aborto; isso é irrelevante, não é isso que vamos votar, a questão é se quer que as mulheres que o fazem sejam presas.
E o direito à vida do feto/embrião; também não tem nada a haver com isso, a questão é se a mãe tem o direito a abortar ou não. Mas se acha que o embrião “vale” tanto como a mãe então espero que defenda que o aborto seja equiparado a um homicídio premeditado com a respectiva moldura penal e que as mulheres sejam efectivamente presas. Se não acha isto então é porque acha, lá no fundo, que não são a mesma coisa.
Mas as mulheres não vão efectivamente para a cadeia; isto também não tem nada a haver com a questão, lá por não serem presas não quer dizer que não seja crime, apenas atesta a hipocrisia da sociedade. Além disso isto é uma questão de principio, deve ou não ser crime e não se é ou não aplicada a pena. Só neste estado semi-laico é que penalizamos criminalmente assuntos puramente baseados na fé. É por isso que as penas não são aplicadas, é o confronto da laicidade com a religião que ainda não resolvemos.
A liberalização vai levar ao aumento dos abortos; como é evidente isto é uma parvoíce, é claro que vai aumentar já que agora as coisas são ilegais, tal como aconteceu com os divórcios, se uma coisa não é possível e depois passa a ser é claro que vai aumentar até estabilizar nos seu valores normais. É impossível traçar cenários com base na realidade que não existe. Agora uma coisa é certa as pessoas passam a ter a liberdade de fazer o que elas querem.
Então e os homens não têm uma palavra a dizer sobre isto, as mulheres passam a decidir matar os seus filhos; numa palavra, NÃO. Não são eles que os carregam, não são eles que passam pelo parto, não são eles que amamentam e cuidam deles durante a infância e adolescência, e nem comecem a falar dos homens que tomam conta dos filhos isso são insólitos e não fazem regra.

Eu vou relutantemente votar SIM, para mim a liberalização deveria ser total, mas como compreendo que a sociedade talvez não esteja preparada para isso acho que esta lei é um meio termo aceitável, um mal menor, quem quiser faz o aborto até às 10 semanas nas depois disso continua a ser crime. Agrada os dois lados hipócritas e lá aguentamos mais umas décadas com esta moral que nem sim nem sopas. Só mais uma coisa não são as pessoas que fazem abortos, são as mulheres que fazem abortos. É preciso que isto fique bem claro, isto é uma lei que só criminaliza as mulheres, e as mulheres pobres. É uma lei de homens para mulheres e de ricos para pobres tão simples como isso.

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