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Reactor 4

esquerda snowflake, lobo marxista easylado@sapo.pt

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Literacia em Portugal

03.12.09 | Bruno C.

"Portugal tem de dedicar muito mais atenção à literacia. As análises do impacto da literacia no desempenho económico durante os últimos 50 anos deixam poucas dúvidas de que o país pagou um preço significativo por não ter aumentado a oferta de competências de literacia ao dispor da economia"

Iniciativas como o Plano Nacional de Leitura ou as Novas Oportunidades "estão no caminho certo, mas não são suficientes", defendeu Scott Murray.

No entanto, e apesar destas conclusões, o economista João Salgueiro (que aparentemente faz doutrina em Portugal, já que foi o único economista entrevistado. Para quando economistas com ideias do século XXI a serem entrevistados na TV?), discorda com o estudo, refere mesmo que o país tem "um baixo nível de literacia e mesmo assim dois terços da economia não reconhece a vantagem" de ter uma massa laboral com mais competências. Logo conclui que a literacia não é assim tão indispensável…

Certamente que João Salgueiro é um dos pioneiros da doutrina de que uma pessoa pode ter “competências a mais” para um emprego, como se o facto de se saber mais fosse prejudicial ao trabalho. É claro que para João Salgueiro o problema de Portugal é um problema de falta de competitividade da nossa economia devido ao excesso peso Estado e dos direitos dos trabalhadores.

Esta corrente de economistas não consegue perceber que o mundo muda muito rápido, que daqui a uns anos (poucos) os trabalhadores manuais (como idealizados no século XIX) vão ficar reduzidos ao mínimo, tudo será feito por máquinas e só as pessoas com mais conhecimentos, que consigam adaptar-se a estas mudanças e que acrescentem algo ao trabalho que fazem é que vão ter sucesso. Portugal não pode continuar a ser um país de agricultores rurais ou de empregados fabris porque esses empregos vão acabar.

O problema é que o futuro de Portugal é o presente dos outros países, o nosso futuro já era, não temos tempo para lá chegar, temos que conseguir adaptar-nos aos padrões dos outros e esses não esperam por nós.

A educação é a arma do futuro e o futuro já cá está.

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