Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Reactor 4

esquerda snowflake, lobo marxista easylado@sapo.pt

Reactor 4

esquerda snowflake, lobo marxista easylado@sapo.pt

Roxxxy, o robot do sexo

12.01.10 | Cldsunshine

A nova invenção das tecnologias aliada à satisfação carnal do homem é uma nova boneca insuflável. Esta à semelhança das outras, não cozinha nem aspira, mas quer dizer é uma boneca de sexo, não uma empregada de limpeza.

Tem um corpo de deusa, com personalização do tamanho de peito, cor de cabelo, raça, tudo o que se pode querer numa boneca insuflável. A principal inovação dá-se na interactividade desta com o seu utilizador. Ouve, toma atenção, fala, sente o toque, dorme e até tem a opção de ressonar (isto não me parece nada sexy). Seu criador diz que ela faz “tudo”. Faz tudo dentro do que uma boneca é capaz de fazer. Acho que a melhor expressão seria “ela deixa que lhe façam tudo”. O que não deixa de soar muito mal para todos aqueles que não sejam tarados.

Ela tem a personalidade que o seu “dono” quiser, fala de futebol, carros e de tudo o que se quiser. Claro que se o utilizador corre o risco de fazer uma cópia de si e acabar por ter sexo com ele próprio. Será que é isso mesmo que se quer? Acho que na grande parte das vezes o que desejamos não coincide com o que nos faz felizes. E para além disso para quê falar de futebol e carros? Para isso existem os amigos. Claro que quem compra uma boneca destas talvez também precisasse de comprar uns quantos amigos. Insufláveis talvez.

O robô tem cinco personalidades à escolha: Wendy Selvagem, aventureira e que gosta de sair, Farrah Frígida, reservada e tímida (há pessoas doentes para tudo), a matriarcal Martha Madura (espero que madura seja só de nome), uma jovem naive sem nome, e a Susana S&M, para gente mais aventureira.

Quanto à aparência da boneca… tem o corpo que se quer, mas não é nada sexy. E já viram bem a foto? Continua a parecer uma boneca insuflável. Gastaram tanto na personalidade que se esqueceram do principal, da aparência.

Concluindo, acho bem que estes brinquedos existam, mas nunca em substituição das pessoas reais. As pessoas estão cada vez mais individualistas e cada vez menos capaz de fazer cedências e assumir compromissos e quanto mais nos alienarmos, mais difícil é voltar a aprender a viver com pessoas.

1 comentário

Comentar post