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Reactor 4

esquerda snowflake, lobo marxista easylado@sapo.pt

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Oliveira Salazar

27.07.10 | Bruno C.

Faz hoje 40 anos que António de Oliveira Salazar morreu. E nada melhor para comemorar esta data que ler a notícia que o jornal I preparou. É uma entrevista alguns defensores de Salazar. Porque ainda existem e ainda conseguem ter a lata de defender um ditador na praça pública sem problema nenhum.

Eu não sei se eles querem enganar o pessoal ou se querem engar a eles próprios mas dá gosto ler o que estes defensores dizem. João Gomes diz "Foi o governante que menos se apropriou dos bens públicos, que morreu sem um tostão e que governou tendo sempre como objectivo os interesses do país".

Acham mesmo que isto é verdade? Que ele tenha morrido pobre não questiono, agora dizer que governou sempre como objectivo os interesses do país isso já acho uma afronta. A não ser que achem que crescimento económico zero e crescimento intelectual zero seja do melhor interesse do país? Nesse caso tudo bem...

Mas o mais curioso é que apesar de defenderem o homem, dizem que não são "salazaristas"! Uma ideia fácil de perceber se formos ao site "O Obreiro da Pátria" criado por João Gomes onde podemos ler pérolas da retórica nacional:

"Esta compilação de dados sobre o HOMEM de quem todos nós ouvimos já falar mas que poucos conhecemos, não tem qualquer intenção tendenciosa, tão só e apenas de elucidar" e logo a seguir "Um Homem que governa durante 40 anos ininterruptamente..., teve que ter inspiração senão divina pelo menos superior."

É só rir...

4 comentários

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    Joaquim Gil

    27.07.10

    Como é possível, entre tantos comentários, não haver um que tenha sentido, nunca pode ser comparado, algo que não tem comparação, o governo de Salazar, foi há quarenta anos, com ou sem Salazar, a sociedade tinha de se desenvolver, vivi no tempo de Salazar e sou dos que gostariam que ele ressuscitasse, só para o ver morrer novamente ao observar o que eu vi; cinco trabalhadores rurais no seu trabalho agrícola, cada um com o seu automóvel, para se transportar
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    Anónimo

    27.07.10

    Sim senhor...cinco trabalhadores rurais, que provavelmente devem as guedelhas à banca e cujas Marias, se calhar, fazem umas horas extras por fora, para pagarem o té-lé-le, o dvd, o pagamento da renda de casa, o segundo popó, entre outros bens de consumo extraordinários, indiciadores de uma sociedade evoluída e moderna. O problema só surge depois: as execuções judiciais, as injunções, etc...Viva a democracia...e a banca...
  • Sem imagem de perfil

    Joaquim Gil

    27.07.10

    Sr anónimo, Bruno César, no meio onde vivo, as pessoas que fazem o trabalho que insinua, não trabalham na agricultura, essas que refere, serão as que pululam no seu ambiente, nunca se deve fazer juizos errados sobre pessoas, que ainda há, lutadoras, trabalhando no duro, para poder beneficiar de algo que a maioria dos que pensam como o Sr. tem, normalmenta adquiridos por processos menos dignos
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