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Reactor 4

esquerda snowflake, lobo marxista easylado@sapo.pt

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Nova entrevista do Sr. Crato

13.09.13 | reflexoes

Esta notícia tem muito que se lhe diga. Confesso que não vi a entrevista, mas ainda vou a tempo. Primeiro acho ignóbil este ministro com complexos de Deus do conhecimento, dizer que os professores são estúpidos e como tal têm de fazer exames para poderem ensinar. Ora não tivessem eles passado cinco anos na faculdade e já não tivessem feito uma série de exames. Ainda que não tivessem sido os melhores da turma, sabem bastante e mais do que suficiente para cumprir na perfeição os programas escolares, que diga-se e demagogias à parte, são bem menos exigentes que na faculdade. Vê-se bem que se trata de criar mais entraves e desincentivos à profissão, mas acho que as medidas que têm sido tomadas até hoje já fizeram bem o seu trabalho.

Segundo é de admirar a forma como este senhor está sub-repticiamente, ou não, a privatizar o ensino. Primeiro com os subsídios aos colégios privados, quando existem ótimas escolas públicas e mais recentemente com a venda de exames nacionais. Sim, isso venda. Ora agora os exames nacionais de inglês do 9º ano vão ser patrocinados por empresa -que seria interessante saber quais são- entre as quais um instituto de inglês. Será que os alunos vão ter de pôr os números de telefone no cabeçalho? Lembra-me quando me ligam para casa a tentar vender uns cursos de inglês. Isto é o negócio da China para a Universidade de Cambridge que terá toda a população de miúdos do 9º ano como potenciais clientes. Aos alunos fracos impingem umas aulas de inglês e aos bons alunos impingem uns certificados. É o negócio da China. Podíamos até fazer o exame de matemática patrocinado pela Texas Instruments e o exame de português pela Leia. Os problemas de matemáticas só podiam ser resolvidos com um programa exclusivo das máquinas de calcular da Texas Instruments e os autores lecionados no programa de português seriam exclusivos da Leya. Acho que assim podíamos privatizar todo o ensino e ainda ganhar uns trocos. Isso de dar a ganhar dinheiro às empresas às custas dos alunos pode ser imoral, mas que se lixe.