Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Reactor 4

esquerda snowflake, lobo marxista easylado@sapo.pt

Reactor 4

esquerda snowflake, lobo marxista easylado@sapo.pt

A bela e o Mestre? Ou será algo mais?

15.03.07 | Bruno C.
Já havia muito tempo que queria escrever este post mas por diversas razões foi ficando adiado. Mas motivado por acontecimentos mais recentes a minha vontade foi acordada. O problema que resolvi tratar hoje: O preconceito/estereótipo e a TV.
Não percebo como é possível existirem estes retrocessos de mentalidades, mas passados como se de uma coisa benéfica se tratasse pelos agentes intervenientes, que são os programas de TV como “A bela e o Mestre”. Eu sei que mulheres semi-despidas vende, dá audiência, já estava conformado com as meninas bibelô, aquelas que apenas estão no programa sem fazer nada, um claro retrocesso em relação ás meninas mostruário, ao menos essas mostram algum produto.
Mas depois de tantos anos, e por muitos se vão manter, da lenta quebra de estereótipos criados para amordaçar as mulheres, tratando-as como seres inferiores desprovidas de massa cinzenta, banalizadas pela futilidade, pelos vistos!, inerente ás suas vidas, és que a TVI surge com o programa com mais idiotice por metro quadrado dos últimos anos. As meninas giras e graças a Deus muito “burrinhas”, que até fazem os apresentadores parecerem espertos, eles inteligentes e, também graças a Deus, muito “totós”. Eu como homem inteligente! sinto-me bastante mal com este programa que faz renascer os estereótipos que homens inteligentes têm que ser “parvos e virgens”. Não percebo porque não me convidaram para esse programa, eu que sou um verdadeiro “renaissance man”, declinaria o convite, mas podiam ter tentado! Ou se calhar existiam outros critérios alem da inteligência...
Mas voltando à parte principal que são as mulheres, este programa com um casting eficaz que tinha apenas dois itens, o morfológico e o intelectual. Sim o intelectual tinha que ser um dos itens de selecção, a TVI não podia ter o azar de uma das concorrentes ser inteligente, que sacrilégio todos sabemos que isso não existe, pelo menos na televisão. Assim com uma selecção ardiloso tornamos a nossa amostra de concorrentes num estereótipo artificialmente criado mas perpetuado por quem lhe interessa, passado claro, como representativo da sociedade, seja a classe misógina empresarial masculina ou os produtores de mais um hit comercial.
Onde está a regulamentação estatal para as televisões? Sim, onde está?
Alguém tem que parar com estes programas que são um atentado civilizacional.
O pior está para chegar...

3 comentários

Comentar post