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Reactor 4

esquerda snowflake, lobo marxista easylado@sapo.pt

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"A apologia ao fascismo é proibida pela Constituição"

26.03.07 | Bruno C.


De madrugada, direi a horas impróprias para uma programa que se dizia de história de Portugal, história essa que tanta falta faz, vi pela primeira vez, e calhou ser o última, "Os Grandes Portugueses"! Confesso que não vi tudo! apenas a parte importante, quando os representantes falaram dos defeitos e quem foram os vencedores deste concurso de popularidade nacional! Se o resto foi como este final nada de bom deve ter acontecido. Foi claro uma certa animosidade contra a apresentadora Maria Elisa da parte de todos os defensores. As bocas e insinuações foram proferidas com uma cadência invulgar para um programa que se queria “civilizado” perante tais ilustres convidados. Foi muito estranho, ou direi mesmo caricato que os grandes defeitos dos nomeados, pelas palavras dos defensores fossem coisas como; "o amor à sua terra", “a modéstia”, “querer ser uma pessoa normal”, entre outras pérolas. Com defeitos destes não precisamos de qualidades! Odete Santos foi a figura da noite. Mas apesar do seu carisma esteve, no geral, mal. O mau-feitio, a falta de humor e direi mesmo alguma falta de controlo levou a que a sempre espirituosa Odete tenha caído para o buçal. Agora sobre os resultados: Salazar lá ganhou, e como disse o meu amigo "Vocês não falam por mim.". A minha ala reaccionária social-marxista acha que Salazar nem devia ser considerado nesta votação mas a minha ala mais moderada consegue dizer que ele existiu e tem todo o direito a entrar na votação. Na minha ideia este programa serviu, com ou sem intuito, para um branqueamento do Fascismo do Estado Novo. Mais nada! É claro que os resultados espelham uma clara concentração de votos no ex-ditador (41% dos votos) nem sequer podemos falar de uma dicotomia Salazar/Cunhal já que Cunhal apenas arrecadou 19,1%, isto é, menos de metade dos votos de Salazar. Jaime Nogueira Pinto estranhou uma certa coligação negativa para com a sua personalidade. A sério! Um certa negatividade? Não sei porque, pelo que disse Salazar foi o melhor que aconteceu a Portugal e todas as atrocidades do Estado Novo foram “contingências” de um estado não-democrático. Branqueamento puro e duro. Outra coisa que me afligiu é a ideia do voto útil, sim na realidade, segundo várias opiniões, a maioria dos 41% que votaram não gostam de Salazar mas votaram como uma forma de protesto ao estado das coisas na actualidade. Só podem estar a gozar voto útil num concurso de televisão? Se assim for está tudo maluco. Acham mesmo que Portugal está assim tão mal? Preferiam voltar ao Estado Novo? Portugal está mal, é verdade, mas a evolução do Estado Novo para agora é de tal ordem que nem existe comparação possível (não vou estar aqui a discorrer sobre isto agora, talvez noutro post). Mas a besta da noite foi Fernando Dacosta que disse “não me surpreendeu absolutamente nada porque eu sou uma pessoa inteligente”...”é tão violento prender uma pessoa pelo que pensa com é despedir um trabalhador pela sua idade”. Este senhor devia é estar calado e voltar para o buraco de onde periodicamente sai. Não tenho paciência para pessoas que acham que estamos pior que no tempo do Estado Novo. Não tenho e ponto final. Mas nem tudo foi mau. Leonor Pinhão, sim imaginem eu a elogiar a Leonor, apresentou um decreto de Salazar para o Instituto de Metereologia! Onde fica patente toda a caracterização do Estado Novo; a excelência do "Chefe”, pessoa a que todos os subordinados devem obedecer, mesmo que contrariados, sem mostrar o mínimo sinal de desacordo. Priceless!

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